Jequié antecipa comemorações do 1º de Maio, ato é marcado pela participação de trabalhadores e estudantes

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Jequié antecipou para hoje (30/04) a celebração do Dia do Trabalhador, data lembrada mundialmente no 1º de maio. A Central dos Trabalhadores (CTB), juntamente com os sindicatos filados, que inclui o SINSERV, e vários trabalhadores públicos compareceram à Praça Ruy Barbosa, onde participaram desde às 08:00 da manhã de uma manifestação que ocorreu até o período da tarde.

O ato público serviu para refletir sobre a situação da classe. E, também para intensificar a conscientização e mobilização dos trabalhadores quanto ao perigo das políticas nacionais que têm como objetivo a precarização do trabalho.

Mais uma vez, os trabalhadores e as entidades sindicais voltaram a protestar contra o projeto de Terceirização (PL 4330). A matéria foi aprovada no Congresso Nacional e 13 deputados baianos, incluindo 2 representantes de Jequié insistiram em votar contra o trabalhador. Fato que gerou a insatisfação dos trabalhadores, provocando a deflagração de um ato de repúdio com caixões e velórios simbólicos, representando a morte política dos traidores do trabalhador. Somando ao movimento paredista de hoje, já totaliza o segundo ato contra a terceirização realizado em Jequié no mês de abril.

Em relação ao movimento anterior, hoje tivemos um dia atípico. Por ser fim de mês e véspera de feriado, que caiu na sexta-feira, o movimento do Primeiro de Maio teve dificuldade para atingir uma ampla massa de trabalhadores. Também faltou mobilizar a categoria, formada de servidores públicos, que continuou nos postos de trabalhos.

Muito embora hoje seja um dia de paralisação na cidade de Jequié, em celebração ao Dia do Trabalhador, denunciamos aqui que alguns sindicatos, representantes dos servidores públicos, também estavam funcionando pela manhã. Inclusive com diretores sindicais à disposição das entidades realizando atividades administrativas.

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Manifestação dos estudantes

Outro fato inédito que aconteceu durante a celebração do Dia do Trabalhador foi a participação dos estudantes do Instituto Federal da Bahia (IFBA), que também programaram um protesto no mesmo dia e horário na Praça Ruy Barbosa, local destinado à concentração dos movimentos sindicais.

Os estudantes tinham uma pauta própria, mas se misturaram aos trabalhadores e depois saíram pelas ruas da cidade para protestar pela falta de segurança e opção de transporte coletivo no IFBA.

De acordo com Ana Carolina, líder dos estudantes, o funcionamento do transporte é precário e tem sido comum ocorrer assaltos na localidade de acesso ao IFBA.

A estudante critica a ausência do poder público municipal pela falta de segurança no local. E porque só há uma empresa de transporte coletivo funcionando na cidade, cujos serviços não conseguem atender a demanda dos frequentadores do IFBA. Faltam ônibus, quando existe linha na maioria das vezes os alunos precisam andar um grande trecho deserto a pé.

Texto e fotos: Antonio Argolo/SINSERV

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