Política de Exclusão

   Quando se pensa em um projeto visando obter o bem-estar da sociedade, tem-se que se trabalhar com a idéia integral de sociedade, não com uma parte dela. Isso culminará no óbvio da questão: o bom senso e a justiça.   O projeto da nova Praça Ruy Barbosa (em Jequié) optou pela via inversa do bom senso e da justiça. “Preservou-se” os que chegaram depois e excluíram os que lá estavam desde quando o chão lusitano beijou os passos dos primeiro desbravadores da sua superfície.

 Estamos falando dos engraxates, dos artesões e dos fotógrafos que merecem o mesmo apoio logístico dado aos comerciantes de alimentos. O que foi levado em conta pela gestão anterior quando optou por tomar esta atitude excludente? Será que um trabalho de um engraxate, de um artesão ou de um lambe-lambe não é merecedor de respeito? Será que o visual do mesmo está muito aquém do padrão estético estabelecido pelos burgueses frustrados? Pior seria acreditar que o que incomoda mesmo é a cor da pobreza na paisagem, destoando o colorido da ilusão que passeia.   Infelizmente, cabe a alguns prefeitos não somente o dever de cumprir com suas promessas de campanha, mas também de reparar os equívocos cometidos por outros que o antecederam. Esperamos que assim pense o atual prefeito; que não prorrogue essa conduta discriminatória.  

 Matéria extraída do Jornal O Cupim 

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