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Os altíssimos índices de violência de Jequié parece não chamar à atenção dos nossos prefeituráveis.

Um fenômeno curioso vem atraindo a atenção de sociólogos, pesquisadores e autoridades públicas em todo o país. Estudos apontam que, enquanto a violência nos grandes centros urbanos esteja diminuindo, muito em decorrência do maior investimento que vem sendo feito na área da segurança pública nessas cidades, paradoxalmente, nas cidades interioranas, o índice de violência vem aumentando drasticamente.

 

Assassinatos, sequestros, assaltos, estupros são fatos cada vez mais comuns na vida cotidiana das províncias do interior. Alguns estudiosos apontam como causas para essa triste realidade o próprio crescimento de algumas cidades do interior, que passaram a atrair mais investimentos e, por conseguinte, maior criminalidade. Jequié não foge a regra. A Cidade Sol destaca-se como uma das mais violentas do interior baiano. Uma simbólica sensação de insegurança vem acometendo cidadãos e cidadãs que já não conseguem mais trafegar por nossas ruas e avenidas, sobretudo à noite, com a mesma despretensão de tempos atrás. Sempre precavidos e ansiosos, nossos habitantes sentem na pele, a continua e estranha sensação de que, em qualquer momento, poderão ser violentados.

 

Nosso próximo governante, seja quem for, deverá cuidar desse problema crônico que se tornou a violência em nossa cidade. Medidas enérgicas e eficazes precisam ser tomadas. Contudo, preocupa-nos a falta de propostas dos nossos três candidatos para a área da segurança pública. Ao que parece, eles estão julgando que esta é uma função exclusiva do estado, o que se configura apenas, como mais um equivoco.  O poder municipal pode e deve elaborar planos de ação para que Jequié seja uma cidade mais pacifica. A violência é um problema que deve ser enfrentado por todas as instancias do poder, inclusive o municipal, que não deve se furtar dessa responsabilidade. 

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