Comemoramos hoje, 7 de setembro de 2012, a mais representativa das manifestações cívicas de nosso país. Após inúmeros conflitos sociais, de diversas investidas da coroa portuguesa de provocar o retorno de D Pedro I para Lisboa, da morte de importantes personagens como Tiradentes e tantos outros, foi proclamada, no dia 7 de setembro de 1822 na cidade de São Paulo, a Independência do Brasil dos domínios de Portugal.
De imediato, países como os Estados Unidos e México reconheceram nossa independência. Contudo, Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra, dando inicio assim, a nossa famigerada divida externa. Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil.
O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi à camada que mais se beneficiou. Assim sendo, chegamos à conclusão que esta data tem, além de seu cunho cívico e comemorativo, uma instigante contextualização histórica que precisa ser refletida e problematizada por todos nós, brasileiros e brasileira que amamos este país.
