Projeto do planserv: líder admite flexibilizar para conter servidores

 

O líder da Maioria na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto (PT), assegurou ao BJÁ que ainda poderá chegar a um acordo com as forças sindicais até quarta pela manhã com o obetivo de votar o Projeto de Lei do Planserv, que prevê co-participação dos servidores e limita o seu uso, sem arestas com os servidores públicos estaduais. “Já flexibilizamos bastante o projeto original e vamos conseguir”, comentou.

 

Entre as “flexibilizações” propostas pelo líder aos sindicalistas estão a ampliação dos exames de 6 para 20 anuais, de 5 para 7 o uso de exames com imagens diagnóstico e ampliação de 3 para 5 a representação dos trabalhadores no Conselho do Planserv. Além disso, Zé Neto admite que qualquer servidor que tenha se submetido a situações de urgência emergência não serão computados para efeito moderador.

No mais, apesar das duras críticas dos deputados de oposição e de servidores que se instalaram nas galerias da Casa Legislativa, Zé Neto assegurou ao BJÁ que a essência do projeto original como veio do Executivo será mantida, a co-participação, o efeito moderador e a cobrança escalonada dos serviços com tabela progressiva. Quem ganha mais, paga mais; quem ganha menos, para menos.

ANOTAR NOMES DOS DEPUTADOS

Em pronunciamento no grande expediente da ALBA, a situação governista não pode derrubar a sessão porque a privatização dos cartórios seria votada em seguida, o deputado Carlos Geilson (PTN), disse que o deputado Zé Neto rasgou, literalmente, seu passado ao defender o Projeto de Lei do Planserv. E até imitou o gesto rasgando uma folha de papel oficio no púlpito do plenário jogando os pedaços ao chão.

Geilson situou que é lamentável que o governador Wagner, eleito em 2006 com a ajuda dos servidores públicos “o qual foi a televisão com um contra-cheque da Policia para fazer uma exibição em defesa dos trabalhadores, hoje, vira as costas para essas mesmas pessoas que lhe ajudaram”. 

Em seguida, falando para as galerias repletas de servidores, pediu que essas pessoas anotassem os nomes dos deputados que vão votar favoráveis ao projeto, o que, na sua opinião, só faz penalizar ainda mais os servidores públicos sobretudo os mais pobres, os que ganham menos.

Para o deputado Leur Lomanto, PMDB, vice-presidente da Assembleia é “inacreditável que um governador que fez sua vida política com os servidores, com os trabalhadores, queira penalizar essas mesmas pessoas e conter um direito adquirido”.

Já o deputado Rosemberg Pinto (PT) disse que o objetivo do governo Wagner não é penalizar nenhum servidor e sim melhorar o Planserv. 

Na opinião do deputado Paulo Azi (DEM) o governo não só vai penalizar o servidor como cobrar um serviço para que seja autosustentável “com o dinheiro do trabalhador o qual já paga uma participação no Planserv, e agora terá que pagar dobrado aos agregados da sua família”.

Fonte: Bahia Já

 

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