Quantos artigos já foram escritos sobre a importância e os benefícios do hábito de leitura? Quantas campanhas o Ministério da Educação já promoveu? Quantos estudos já foram desenvolvidos por psicólogos, pedagogos, sociólogos, antropólogos… Quantos? “Quem lê viaja”, esse é apenas um dos jargões que já se solidificou na consciência coletiva das massas. Contudo, pesquisas recentes atestam que o número de leitores no Brasil, embora tenha aumentado consideravelmente na última década, é imensamente inferior ao dos países desenvolvidos ou mesmo de países mais pobres, como é o caso da Colômbia, do Peru e da Argentina, só para ficar em alguns exemplos.
Também existem estudos que tentam culpar as mudanças de hábitos impostas pela contemporaneidade: nosso constante estado de urgência, a velocidade e dinamização atingida pelos veículos de comunicação, as disponibilidades propostas pelas novas tecnologias que nos cercam e nos condicionam. Outros preferem citar o preço dos livros que, convenhamos, no nosso país, é elevadíssimo. Além destas, tantas outras justificativas tentam fundamentar a nossa falta de paixão pelos livros. O poeta Lêdo Ivo disse recentemente que somos um povo muito contemplativo e que o excesso de sol na moleira é, de fato, prejudicial. Então, pergunto eu: o que fazer?
Sabemos que o desenvolvimento econômico de um país está intrinsecamente vinculado aos níveis de informação e de formação científica de seu povo, o que reflete diretamente na qualidade de vida, na seguridade de direitos e nos avanços sociais que possam possibilitar a todos o acesso aos bens de consumo e a um serviço público de qualidade. Como disse Voltaire: “Os livros governam o mundo”.



