Sindicatos votam nesta segunda acordo para fim da greve dos bancos

Os bancários chegam hoje (17/10) a 21 dias de uma greve histórica, a maior dos últimos 20 anos, com mais de nove mil agências paradas. Somente na Bahia, mais de 700 unidades estão fechadas e 80% dos trabalhadores aderem ao movimento. Na última sexta-feira (14/10), a greve nacional chegou ao seu maior nível de paralisação. No mesmo dia, depois de horas trancada em uma sala, atrasando, e muito, o início das negociações, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou uma nova proposta ao Comando Nacional dos  Bancários, que prevê 9% de reajuste salarial (1,5% de aumento real). O índice vale para o cálculo de todas as verbas salariais, inclusive o tíquete-refeição e o vale-alimentação. Os valores são retroativos a 1º de setembro, data-base da categoria.

Os bancos também melhoraram outros itens, como o piso salarial, que passaria para R$ 1.400,00 (aumento real de 4,3%) e maior PLR com o aumento da parcela fixa básica para R$ 1.400,00 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional R$ 2.800,00 (reajuste de 16,7%).

Com relação à cláusula de segurança, os banqueiros sugeriram a realização de procedimentos que coíbem o transporte de numerário por bancários. Já com relação ao assédio moral, a Fenaban propôs o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários. Os dias parados também não serão descontados, mas têm de ser compensados até o dia 15 de dezembro.       

Agora, bancários da rede pública e privada de todo o país, se reúnem em assembléia na segunda-feira (17/10) para apreciar a proposta. Na Bahia, o encontro é às 18h, no Ginásio de Esportes, nos Aflitos. É fundamental a participação da categoria nas discussões, que definem o futuro do movimento. 

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

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