Centrais realizam grande ato com mais de 10 mil manifestantes em Brasília

 

A CTB esteve ao lado da UGT, da Força Sindical, da CGTB e da Nova Central no ato realizado nesta quarta-feira (6), em Brasília, ocasião em que foi lançada a Jornada Nacional de Lutas em defesa da Agenda Unitária da Classe Trabalhadora. Segundo os organizadores, mais de dez mil manifestantes estiveram na capital federal – algumas lideranças chegaram a falar em 15 mil.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o ato foi além das expectativas das centrais. “Foi uma manifestação muito positiva, tanto pela quantidade de pessoas quanto pela presença da CTB, de nossa militância e dos movimentos sociais”, afirmou.

Eduardo Navarro, secretário de Imprensa e Comunicação da CTB, seguiu pela mesma linha. Ele destacou o ato político realizado e sua representatividade. “Obtivemos um compromisso de diversos partidos, no sentido de colocar nossa pauta em discussão no Congresso e obter mais avanços para a classe trabalhadora”, comentou.

Os manifestantes das cinco centrais e dos movimentos sociais saíram da Catedral de Brasília e seguiram para o prédio anexo da Câmara dos Deputados. Não houve registros de quaisquer incidentes durante a passeata.As lideranças destacaram que o ato desta quarta-feira foi apenas o primeiro de uma série que ocorrerá nas próximas semanas, com destaque para o ato nacional de 3 de agosto, em São Paulo, quando as centrais pretendem reunir cem mil manifestantes.

Joílson Cardoso, secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB, avaliou que o ato foi muito importante para mostrar a união das centrais sindicais na firme defesa da pauta da classe trabalhadora. As propostas levantadas durante as manifestações de vários líderes do movimento sindical se pautaram na decisão da Conclat de junho do ano passado.

Quanto à redução da jornada de trabalho, Joílson declarou “que o projeto já está pronto, aprovado na Comissão de Justiça, e  principalmente na Comissão Especial com votação unanime,só faltando agora vontade das lideranças do governo em colocar a PEC 213/95 em votação”.Além da redução da jornada de 44 para 40h sem redução de salários, a Agenda Unitária inclui ainda a regulamentação da terceirização, o fim do fator previdenciário, a atualização dos índices de produtividade do campo, a reforma agrária e a ratificação de convenções da OIT, entre outros pontos.

Parlamentares e movimentos sociais

Parlamentares como a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG) e Assis Melo (PCdoB-RS) fizeram questão de demonstrar seu apoio à Agenda Unitária das centrais.

“A luta depende da unidade das centrais sindicais. O avanço nas conquistas com a redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, regulamentação da terceirização e convenção 151 e 158 só vai ser possível com a mobilização e unidade dos trabalhadores do país”, afirmou Assis Melo.

De acordo com Rogério Carvalho Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB, o ato foi organizado de forma tranquila e sem disputa, marcado pela unidade entre as centrais sindicais e as entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais. “Essa foi a primeira atividade construída pelas centrais em ação conjunta com os movimentos sociais. É claro que as centrais não vão abandonar sua pauta específica, como a luta pela redução da jornada e fim do fator previdenciário, mas ao unificarmos nossas ações com os movimentos sociais ampliamos nossa pauta, com a defesa das reformas populares como da moradia, pela destinação do PIB para a educação pública, entre outras”, afirmou o dirigente.

Rogério ressalta ainda que agora o importante é que as demais capitais brasileiras se mobilizem para participar dos atos que ocorrerão, segundo o calendário de luta, nas demais regiões do país. “O ato de hoje foi um sucesso e demonstra que estamos fortalecidos. Agora o objetivo é intensificarmos a mobilização para as manifestações das regiões Norte, Nordeste e Sul, e finalmente, para a grande passeata em São Paulo, no dia 3 de agosto”, completa.

Portal CTB
Fotos: Valcir Rosa
 

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