{"id":985,"date":"2010-06-25T23:01:09","date_gmt":"2010-06-25T23:01:09","guid":{"rendered":"http:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=985"},"modified":"2010-06-25T23:01:09","modified_gmt":"2010-06-25T23:01:09","slug":"superacao-feminina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=985","title":{"rendered":"Supera\u00e7\u00e3o Feminina"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #2a393e; font-size: 10pt\"><strong><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #222e32; font-size: 10pt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/msn.lilianpacce.com.br\/wp-content\/uploads\/liya-kebede-flor.jpg\" border=\"0\" hspace=\"10\" width=\"100\" height=\"67\" \/>Supera\u00e7\u00e3o Feminina<\/span><\/strong><\/span>\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #2a393e; font-size: 10pt\">Nos cinemas a partir desta semana, a biografia <em><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'\">Flor do Deserto<\/span><\/em> trata de uma das pr\u00e1ticas mais cru\u00e9is contra a mulher, a mutila\u00e7\u00e3o genital feminina, que ocorre principalmente na \u00c1frica e em alguns lugares do Oriente M\u00e9dio e do leste asi\u00e1tico. Este filme, dirigido por Sherry Hormann, \u00e9 parte de uma campanha realizada pela ex-modelo somali Waris Dirie, autora do best seller que deu origem ao longa e diretora de uma funda\u00e7\u00e3o que leva o seu nome e luta pela conscientiza\u00e7\u00e3o contra esta pr\u00e1tica. <\/span><\/p>\n<div align=\"justify\" \/> <!--more--> <\/div>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\" class=\"MsoNormal\">\n<p>O filme narra a hist\u00f3ria da pr\u00f3pria Dirie desde a inf\u00e2ncia, quando vivia no deserto africano com sua fam\u00edlia n\u00f4made, pr\u00f3ximo a fronteira com a Eti\u00f3pia. Aos 3 anos, sofreu o processo de mutila\u00e7\u00e3o, guiada pela pr\u00f3pria m\u00e3e. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o africana, s\u00e3o impuras as mulheres que n\u00e3o passam pelo procedimento. Depois, rejeitadas pela sociedade, n\u00e3o conseguem constituir fam\u00edlia, vivem a margem. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, cerca de 150 milh\u00f5es de mulheres no mundo j\u00e1 sofreram este abuso. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s passar pela mutila\u00e7\u00e3o e viver no deserto at\u00e9 os 12 anos, a modelo foge de casa para n\u00e3o enfrentar um casamento arranjado com um homem 50 anos mais velho. Atravessa o deserto somali sozinha e ao chegar numa cidade vizinha consegue reencontrar a av\u00f3, que a encaminha para Londres. Alguns anos depois, a garota \u00e9 descoberta pelo fotografo Terrence Donovan, queridinho no mundo da moda, e \u00e9 convidada a posar para o calend\u00e1rio Pirelli, posto que 10 entre 10 modelos almejam estar todos os anos. A modelo estourou e se tornou uma das mais requisitadas na d\u00e9cada de 80. Foi, inclusive, Bond Girl em <em><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'\">007 Marcado Para Morrer<\/span><\/em>, de 1987. <\/p>\n<p>Waris (cujo nome significa Flor do Deserto em somali) \u00e9 interpretada pela atriz e tamb\u00e9m ex-modelo Liya Kebed. Ela emociona quando narra o drama da personagem e tamb\u00e9m impressiona pela beleza. Mas \u00e9 na segunda metade que ajuda o longa a ganhar for\u00e7a, quando trata da declarac\u00e3o p\u00fablica de Waris e do choque causado \u00e0 \u00e9poca, quando pouco se sabia da pr\u00e1tica na sociedade ocidental. <\/p>\n<p>A ex-modelo, hoje embaixadora da ONU contra a pr\u00e1tica de mutila\u00e7\u00e3o, usa a pr\u00f3pria hist\u00f3ria para fazer um apelo social. Mas o longa mostra tamb\u00e9m a dificuldade de quebrar uma tradi\u00e7\u00e3o t\u00e3o dura e os impactos que ela causa mesmo fora dos locais onde \u00e9 aplicada. Em uma das cenas, a modelo sente fortes c\u00f3licas e \u00e9 levada para um hospital em Londres. L\u00e1, o m\u00e9dico chama um enfermeio Somali, para ajudar na tradu\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo. Ao inv\u00e9s de repassar a sugest\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o que o m\u00e9dico oferecia, ele dizia em sua lingua natal tamanho pecado que ela estaria cometendo ao virar as costas para a tradi\u00e7\u00e3o de seu povo. <\/p>\n<p>Ainda hoje, cerca de 8 mil garotas sofrem por dia a mutila\u00e7\u00e3o genital feminina. Est\u00e1 longe de ser um problema ocidental. Mas s\u00e3o inicativas como esta, tomadas por pessoas que viveram o drama em conjunto com aquelas que nunca viver\u00e3o, que far\u00e3o desta uma causa eliminad.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt\" class=\"MsoNormal\">\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt\"><span><span style=\"color: #2a393e; text-decoration: none; text-underline: none\"><strong>Camila Alam<\/strong><\/span><strong> (Carta Capital)<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Supera\u00e7\u00e3o Feminina\u00a0 Nos cinemas a partir desta semana, a biografia Flor do Deserto trata de uma das pr\u00e1ticas mais cru\u00e9is contra a mulher, a mutila\u00e7\u00e3o genital feminina, que ocorre principalmente na \u00c1frica e em alguns lugares do Oriente M\u00e9dio e do leste asi\u00e1tico. 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