{"id":9402,"date":"2021-01-06T13:54:29","date_gmt":"2021-01-06T13:54:29","guid":{"rendered":"http:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=9402"},"modified":"2021-01-06T13:54:30","modified_gmt":"2021-01-06T13:54:30","slug":"sinserv-apoia-a-campanha-janeiro-branco-um-guia-sobre-o-mes-da-saude-mental-e-sua-promocao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=9402","title":{"rendered":"SINSERV APOIA A CAMPANHA JANEIRO BRANCO: UM GUIA SOBRE O M\u00caS DA SA\u00daDE MENTAL E SUA PROMO\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"\n<p>As campanhas que associam cores aos meses t\u00eam feito grande sucesso ao engajar pessoas em torno de temas relacionados \u00e0 sa\u00fade e que merecem a nossa aten\u00e7\u00e3o. O Outubro Rosa, por exemplo, conscientiza sobre a import\u00e2ncia do combate ao c\u00e2ncer de mama, enquanto o Junho Vermelho incentiva a doa\u00e7\u00e3o de sangue. Nesse sentido, o Janeiro Branco ganhou ainda mais for\u00e7a a partir de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a virada do ano, \u00e9 comum que as pessoas estabele\u00e7am metas e objetivos para alcan\u00e7ar seus sonhos ou, de uma forma mais geral, melhorar sua qualidade de vida. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que as empresas t\u00eam investido cada vez mais esfor\u00e7os para trazer esse debate para o ambiente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, afinal, do que trata essa campanha? \u00c9 isso que vamos responder aqui no post. Mostraremos do come\u00e7o ao fim tudo o que voc\u00ea precisa saber sobre o Janeiro Branco: objetivos, benef\u00edcios, o panorama atual e as melhores pr\u00e1ticas para lev\u00e1-lo \u00e0 sua empresa. Confira!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A campanha do Janeiro Branco<\/strong><br>O Janeiro Branco \u00e9 uma campanha que convida as pessoas a refletirem sobre a sa\u00fade mental. O objetivo \u00e9 colocar esse tema em evid\u00eancia, promovendo a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o ao adoecimento emocional \u2014 algo que gera impactos preocupantes em nossa sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Criada em 2014 por um grupo de psic\u00f3logos de Minas Gerais, a campanha chega ao seu s\u00e9timo ano no Brasil com a proposta de um mundo no qual as pessoas tenham mais responsabilidade consigo mesmas e com as outras. O site do projeto aponta a necessidade de um trabalho de alcance individual e coletivo. No primeiro caso, isso significa incentivar a autorreflex\u00e3o sobre a pr\u00f3pria vida, seus sentidos e prop\u00f3sitos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a n\u00edvel institucional, a proposta \u00e9 bem objetiva, de acordo com o manifesto da campanha: \u201csensibilizar as m\u00eddias, as institui\u00e7\u00f5es sociais, p\u00fablicas e privadas, e os poderes constitu\u00eddos, p\u00fablicos e privados, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia de projetos estrat\u00e9gicos, pol\u00edticas p\u00fablicas, recursos financeiros, espa\u00e7os sociais e iniciativas socioculturais empenhadas(os) em valorizar e em atender as demandas individuais e coletivas, direta ou indiretamente, relacionadas aos universos da Sa\u00fade Mental\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, refor\u00e7a a import\u00e2ncia de uma mudan\u00e7a de comportamento e mentalidade em v\u00e1rios n\u00edveis da nossa sociedade. A urg\u00eancia do debate em torno do tema \u00e9 real, como mostram os dados de pesquisas realizadas em todo o mundo. Veremos um pouco mais sobre isso no pr\u00f3ximo t\u00f3pico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O panorama da sa\u00fade mental no Brasil<\/strong><br>A quest\u00e3o que motivou a cria\u00e7\u00e3o da campanha \u00e9 bem simples (e muito s\u00e9ria): as pessoas est\u00e3o adoecendo em quantidade e ritmo preocupantes. Segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), em torno de 12 milh\u00f5es de brasileiros sofrem de depress\u00e3o. O n\u00famero \u00e9 equivalente a 5,8% da popula\u00e7\u00e3o, colocando o pa\u00eds em segundo lugar no ranking americano (atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos).<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos falando de uma doen\u00e7a mental que, segundo o estudo, pode alcan\u00e7ar de 20% a 25% das pessoas no Brasil. A ansiedade, por sua vez, afeta quase 20 milh\u00f5es de brasileiros (cerca de 9,3% da popula\u00e7\u00e3o). Isso inclui o transtorno obsessivo-compulsivo, problemas de fobia, estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico e at\u00e9 mesmo ataques de p\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o suic\u00eddio \u00e9 apontado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade como a quarta maior causa de mortes de jovens no pa\u00eds. S\u00e3o n\u00fameros expressivos e que, muitas vezes, ultrapassam outros indicadores relacionados \u00e0 sa\u00fade e ao bem-estar da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos problemas que a campanha Janeiro Branco busca combater, no entanto, \u00e9 justamente a falta de conhecimento sobre o tema \u2014 al\u00e9m de outros obst\u00e1culos que dificultam a discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um di\u00e1logo necess\u00e1rio<\/strong><br>Historicamente, a sa\u00fade mental foi tratada como um tabu na maior parte do mundo. Por mais que os \u00faltimos dois s\u00e9culos tenham trazido grandes avan\u00e7os nos estudos da Psicologia e da Medicina, o tema demorou para ser abordado como uma quest\u00e3o social. No Brasil, por exemplo, a Reforma Psiqui\u00e1trica, que \u00e9 um grande marco em rela\u00e7\u00e3o a isso, s\u00f3 ocorreu em 2001 \u2014 e ainda enfrenta problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles \u00e9 o fato de que, culturalmente, muita gente n\u00e3o compreende a subjetividade humana como um poss\u00edvel alvo de transtornos e at\u00e9 mesmo doen\u00e7as. Por falta de conhecimento ou diversos outros motivos, parte das pessoas n\u00e3o tem o h\u00e1bito de conversar sobre isso, por medo de se expor ou de demonstrar uma suposta fraqueza.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, entretanto, \u00e9 consenso que a sa\u00fade emocional \u00e9 t\u00e3o importante quanto a \u201cf\u00edsica\u201d \u2014 na verdade, ambas est\u00e3o profundamente atreladas. O nosso organismo pode ser observado por uma perspectiva biol\u00f3gica ou psicol\u00f3gica, mas isso n\u00e3o significa que esses aspectos est\u00e3o separados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como os profissionais da psiquiatria frequentemente apontam, uma parcela da popula\u00e7\u00e3o pode estar sofrendo de doen\u00e7as emocionais sem nem ao menos saber disso. Andrew Solomon, um grande especialista no assunto, explica em seu livro O dem\u00f4nio do meio-dia: uma anatomia da depress\u00e3o que \u201ca maioria das pessoas que s\u00e3o pobres e deprimidas se mant\u00eam pobres e deprimidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O motivo \u00e9 que elas acreditam que o problema faz parte das dificuldades da vida, quando, na verdade, podem estar doentes. Os efeitos colaterais negativos, por sua vez, v\u00e3o muito al\u00e9m dos obst\u00e1culos que qualquer pessoa saud\u00e1vel enfrenta. \u201cO oposto da depress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 felicidade\u201d, esclarece o autor, \u201cmas vitalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso deixa muito claro que o Janeiro Branco desempenha um papel fundamental ao colocar o assunto em evid\u00eancia. Depress\u00e3o, ansiedade e outros transtornos emocionais devem ser discutidos mais abertamente para que possam ser prevenidos e devidamente tratados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os objetivos espec\u00edficos do Janeiro Branco<\/strong><br>A campanha estabelece 5 objetivos espec\u00edficos que norteiam suas atividades. Veja quais s\u00e3o eles.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Tornar o m\u00eas de Janeiro um marco<\/strong><br>Para come\u00e7ar, \u00e9 preciso fomentar o di\u00e1logo. Ent\u00e3o, a campanha se prop\u00f5e a fazer do primeiro m\u00eas do ano um per\u00edodo de reflex\u00e3o, debate, planejamento e proposi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es em prol da sa\u00fade mental. Isso significa criar um marco temporal, a fim de que as pessoas se lembrem do combate ao adoecimento emocional e levem o assunto para seus grupos de amigos e familiares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Chamar a aten\u00e7\u00e3o para o tema<\/strong><br>Tendo estabelecido um per\u00edodo de a\u00e7\u00e3o, o programa almeja chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre o assunto. Isso envolve, basicamente, levar informa\u00e7\u00e3o e promover o debate do tema em diversos aspectos: do que se trata, quais as principais doen\u00e7as, de que forma elas afetam as pessoas, como lidar com elas, onde buscar apoio etc.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Aproveitar a simbologia do Ano-Novo<\/strong><br>Se a virada do ano \u00e9 um momento de reflex\u00e3o e planejamento, o Janeiro Branco assume como meta inserir nesse debate a quest\u00e3o da sa\u00fade mental. Com as pessoas mais dispostas a refletir sobre as pr\u00f3prias vidas, o momento \u00e9 mais prop\u00edcio para a abordagem do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Espalhar a mensagem pelas institui\u00e7\u00f5es<\/strong><br>A m\u00eddia e as institui\u00e7\u00f5es (p\u00fablicas e privadas) s\u00e3o grandes meios para a comunica\u00e7\u00e3o de mensagens desse tipo. Al\u00e9m disso, como detalharemos mais \u00e0 frente, elas s\u00e3o diretamente afetadas por essas quest\u00f5es \u2014 em especial no ambiente de trabalho. Ent\u00e3o, faz parte dos objetivos da campanha conquistar o engajamento de institui\u00e7\u00f5es de todos os tamanhos e setores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. Fomentar uma cultura da sa\u00fade mental<\/strong><br>Contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de uma sociedade que valorize a sa\u00fade mental \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o central na campanha. Isso fortalece o autocuidado entre as pessoas \u2014 e, consequentemente, impulsiona a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para ajudar a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os princ\u00edpios b\u00e1sicos e o impacto dessa campanha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es na campanha deve seguir as seguintes premissas:<\/p>\n\n\n\n<p>as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ter fins lucrativos;<br>nenhum tipo de valor pode ser cobrado, nem mesmo simb\u00f3lico;<br>o tema n\u00e3o deve ser usado para publicidade da empresa;<br>a produ\u00e7\u00e3o de materiais pode ser buscada por meio de doa\u00e7\u00f5es de gr\u00e1ficas e outras empresas;<br>palestras e demais a\u00e7\u00f5es devem ser financiadas pelos pr\u00f3prios palestrantes ou pelas institui\u00e7\u00f5es que promovem o evento;<br>a campanha \u00e9 gratuita, p\u00fablica, democr\u00e1tica, descentralizada e sem rela\u00e7\u00e3o com qualquer entidade espec\u00edfica;<br>o projeto est\u00e1 sempre em constru\u00e7\u00e3o e aceita todo tipo de colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante notar o potencial dessa iniciativa. Ao colocar o tema em evid\u00eancia e fomentar o debate, as pessoas passam a assumir a import\u00e2ncia do assunto e discuti-lo em casa e no ambiente de trabalho. Em consequ\u00eancia, h\u00e1 um potencial de a\u00e7\u00e3o muito maior, fortalecendo a luta por pol\u00edticas p\u00fablicas e, principalmente, fazendo com que elas ajudem a si mesmas e umas \u00e0s outras.<\/p>\n\n\n\n<p>E se tem um lugar que isso deve ser discutido \u00e9 no ambiente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A sa\u00fade mental do trabalhador brasileiro<\/strong><br>Problemas de natureza emocional afetam diretamente o desempenho dos trabalhadores. Como mostra um estudo feito pela Secretaria de Previd\u00eancia do Minist\u00e9rio da Fazenda, transtornos mentais e comportamentais s\u00e3o a terceira maior causa de afastamentos nas empresas. Entre 2012 e 2016, cerca de 9% dos casos de aposentadoria por invalidez ou acesso ao aux\u00edlio-doen\u00e7a foram decorrentes desses quadros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado importante chama a aten\u00e7\u00e3o: cerca de 92% das pessoas que adquirem o aux\u00edlio relatam que os problemas n\u00e3o est\u00e3o relacionados com o trabalho. Em outras palavras, o trabalhador est\u00e1 enfrentando dificuldades para cuidar da sa\u00fade mental no seu dia a dia \u2014 e isso afeta diretamente o desempenho na empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo estudo aponta, ainda, que 31% dos aux\u00edlios-doen\u00e7a n\u00e3o ligados a acidentes s\u00e3o decorrentes de depress\u00e3o. Vale lembrar que o impacto real tende a ser bem maior. Afinal, como destacamos, trata-se de um assunto que muitas vezes passa despercebido, j\u00e1 que os diagn\u00f3sticos s\u00f3 alcan\u00e7am as pessoas que acessam o servi\u00e7o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>Se pensarmos que boa parte dos trabalhadores pode n\u00e3o compreender a natureza dos seus problemas emocionais, a situa\u00e7\u00e3o se mostra ainda mais preocupante. Por isso, \u00e9 fundamental que as empresas colaborem para a propaga\u00e7\u00e3o da campanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem diversos fatores psicossociais que influenciam o desempenho dos trabalhadores. Grosso modo, estamos falando das intera\u00e7\u00f5es entre o meio ambiente e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Idade, estado civil, g\u00eanero, escolaridade e estilo de vida s\u00e3o alguns deles \u2014 e todos interferem na qualidade de vida do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, muito pode ser feito para desenvolver um ambiente mais saud\u00e1vel para aqueles que vestem a camisa da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os 5 passos para incentivar a evolu\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental nas empresas<\/strong><br>Organiza\u00e7\u00f5es em posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a devem assumir o papel de levar essa mensagem \u00e0s pessoas com as quais t\u00eam contato no dia a dia. Ent\u00e3o, conhe\u00e7a algumas estrat\u00e9gias para colocar esse plano em pr\u00e1tica na sua empresa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Crie uma campanha de marketing interno<\/strong><br>Os cuidados com a sa\u00fade mental devem fazer parte de um planejamento mais amplo de gest\u00e3o de pessoas. Nesse sentido, a abordagem do assunto pode come\u00e7ar por uma campanha de comunica\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio ambiente corporativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Cartazes, e-mails informativos, quadros de avisos e outros materiais podem ser criados para levar a mensagem at\u00e9 os trabalhadores. Entretanto, isso exige a prepara\u00e7\u00e3o das pessoas que ser\u00e3o respons\u00e1veis por lidar com as demandas que podem surgir \u2014 o que nos leva ao segundo passo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Treine as equipes<\/strong><br>Temas como a gest\u00e3o de sa\u00fade e a pr\u00f3pria promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a no trabalho devem fazer parte da cultura da empresa. Para isso, \u00e9 fundamental que a equipe de RH e os envolvidos na comunica\u00e7\u00e3o interna passem por treinamentos de capacita\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante ter em mente que eles n\u00e3o estar\u00e3o assumindo o papel de especialistas, mas devem entender a relev\u00e2ncia do tema para levar essa mensagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ao longo de uma campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o, o ideal \u00e9 que as interven\u00e7\u00f5es possam ir al\u00e9m das mensagens publicadas. Oferecer treinamentos ou pequenos eventos informais para discutir o assunto com os funcion\u00e1rios \u00e9 um bom caminho para que o processo ocorra com mais naturalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mostrar dados que demonstrem o impacto da depress\u00e3o nas empresas, por exemplo, ajuda a engajar a equipe de RH nessa miss\u00e3o. Abordar os fatores psicossociais do ambiente de trabalho e discuti-los abertamente \u00e9 outra forma de criar engajamento em torno do tema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Crie canais de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Um passo importante para que os funcion\u00e1rios possam lidar com o assunto mais abertamente \u00e9 oferecer canais de atendimento \u00e0queles que possam ter d\u00favidas ou estejam passando por um momento dif\u00edcil. Um ponto deve ficar muito claro na abordagem da sa\u00fade mental: as pessoas n\u00e3o devem ser expostas, ainda que um dos objetivos da empresa seja abrir o di\u00e1logo sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um aspecto a ser tratado nos treinamentos. Por um lado, a empresa deve desmistificar o assunto, mostrando aos funcion\u00e1rios como o sofrimento emocional afeta negativamente a vida da pessoa e incentiv\u00e1-la a buscar ajuda. Por outro lado, ela deve encontrar um espa\u00e7o que preserve sua intimidade, se quiser procurar ajuda sem que o caso seja exposto aos colegas de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Crie um telefone ou e-mail espec\u00edfico para que os funcion\u00e1rios possam tirar d\u00favidas, pedir orienta\u00e7\u00f5es ou mesmo solicitar encaminhamento para um profissional (psic\u00f3logo ou psiquiatra). Assim, a empresa atua nas duas frentes: conscientiza\u00e7\u00e3o e apoio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Crie campanhas de mudan\u00e7a de comportamento<\/strong><br>Uma cultura de autocuidado deve partir de uma premissa fundamental: quando o assunto \u00e9 sa\u00fade, a melhor forma de solucionar problemas \u00e9 se prevenindo. Entretanto, um grande obst\u00e1culo para o trabalhador \u00e9 que, muitas vezes, ele n\u00e3o sabe como. Por isso, crie campanhas para estimular mudan\u00e7as de comportamento que auxiliem nesse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivar a pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas \u00e9 uma boa forma de come\u00e7ar. Algumas empresas estabelecem parcerias com academias, clubes e outros locais que oferecem exerc\u00edcio f\u00edsico orientado, por exemplo, concedendo descontos para os funcion\u00e1rios ou criando programas especiais. Somado a isso, vale a pena destacar o papel da alimenta\u00e7\u00e3o e do sono.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos falando dos tr\u00eas pilares da sa\u00fade (f\u00edsica e mental): boa alimenta\u00e7\u00e3o, sono de qualidade e atividades f\u00edsicas em dia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. Crie ambientes (e momentos) tranquilos na empresa<\/strong><br>Estudos apontam que descansar por alguns minutos em intervalos regulares ajuda a manter (ou mesmo aumentar) a produtividade no trabalho. Cientes disso, diversas empresas j\u00e1 investem na pol\u00edtica de fomentar pausas de 10 ou 15 minutos a cada 1 ou 2 horas de trabalho. N\u00e3o se trata de criar regras, mas de sugerir a ideia aos pr\u00f3prios funcion\u00e1rios e deixar que eles administrem o pr\u00f3prio tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o efeito seja ainda mais ben\u00e9fico, crie ambientes tranquilos no local de trabalho, onde as pessoas possam ir para relaxar por alguns minutos. Salas de caf\u00e9, jardins (externos e internos) e at\u00e9 mesmo espa\u00e7os com videogames est\u00e3o entre as op\u00e7\u00f5es mais populares nas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale destacar que o incentivo \u00e0 leitura tamb\u00e9m cria uma rela\u00e7\u00e3o de valoriza\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre a empresa e seus funcion\u00e1rios. Quando o profissional consegue fazer uma pausa de alguns minutos para ler, ele pode se desligar dos problemas e depois voltar mais revigorado para solucion\u00e1-los. \u00c9 essa a premissa por tr\u00e1s dos estudos sobre a import\u00e2ncia dos breves descansos \u2014 e os resultados s\u00e3o satisfat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de criar h\u00e1bitos mais saud\u00e1veis que preservem sua sa\u00fade mental, o funcion\u00e1rio melhora sua autoestima e, consequentemente, passa a valorizar ainda mais a empresa onde ele trabalha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A import\u00e2ncia de se apoiar causas como o Janeiro Branco<\/strong><br>A campanha Janeiro Branco, como detalhamos, tem uma proposta que ultrapassa o di\u00e1logo individual \u2014 ela busca envolver institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas dos mais variados setores. Grosso modo, o objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar todos os tipos de organiza\u00e7\u00e3o que comp\u00f5em nossa sociedade, fomentando esse debate t\u00e3o importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo isso em mente, \u00e9 interessante observar os impactos que isso gera nas empresas. Afinal, como os dados revelam, n\u00e3o estamos falando de uma doen\u00e7a espec\u00edfica e passageira \u2014 \u00e9 um problema social que deve ser enfrentado coletivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sesi j\u00e1 est\u00e1 fazendo a sua parte. Este ano, lan\u00e7ou a campanha \u201cSa\u00fade Mental \u00e9\u2026\u201d para promover a reflex\u00e3o, levar informa\u00e7\u00e3o e estimular as pequenas a\u00e7\u00f5es que podem ajudar cada um a cuidar melhor de si mesmo. Come\u00e7ando no clima do Janeiro Branco, a a\u00e7\u00e3o vai se estender pelo ano todo e pode ser acompanhada no Facebook e no Instagram do Sesi.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A import\u00e2ncia para o trabalhador<\/strong><br>A rotina das pessoas nunca est\u00e1 limitada ao ambiente de trabalho. Fam\u00edlia, casa, estudos e outras atividades sociais tamb\u00e9m exigem tempo e energia. Por isso, as pessoas nem sempre conseguem ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o para cuidarem da pr\u00f3pria sa\u00fade, sobretudo quando o assunto \u00e9 tratado como um tabu por parte da sociedade, sendo pouco discutido.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, por sua vez, tem uma influ\u00eancia muito grande na sua rotina, j\u00e1 que \u00e9 nela que ele passa boa parte do dia. Fomentando a discuss\u00e3o sobre a sa\u00fade mental, ela usa a confian\u00e7a da institui\u00e7\u00e3o para evidenciar a quest\u00e3o. Logo, os funcion\u00e1rios acessam informa\u00e7\u00f5es que nem sempre alcan\u00e7am por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande destaque, \u00e9 claro, \u00e9 a pr\u00f3pria preven\u00e7\u00e3o. A mudan\u00e7a de h\u00e1bitos pode gerar ganhos de qualidade de vida, levando as pessoas a evitarem os problemas emocionais ou lidarem com eles de forma mais efetiva, com apoio profissional e familiar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os benef\u00edcios para a empresa<\/strong><br>A din\u00e2mica da empresa s\u00f3 tem a melhorar com uma gest\u00e3o de pessoas que se preocupa com a sa\u00fade mental. Al\u00e9m de produtivo, o profissional que atinge bons n\u00edveis de bem-estar e sa\u00fade apresenta muito menos absente\u00edsmo. Somado a isso, ele tende a enfrentar com mais naturalidade os desafios da vida e do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos de transforma\u00e7\u00e3o digital e muita competitividade, \u00e9 importante contar com pessoas motivadas para enfrentarem novos desafios \u2014 como a mudan\u00e7a de cargo ou a ado\u00e7\u00e3o de uma nova tecnologia. Estar emocionalmente preparado para isso \u00e9 um grande diferencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, o fluxo de rotatividade dos profissionais diminui, o que significa menos gastos com sele\u00e7\u00e3o, contrata\u00e7\u00e3o, treinamento etc. Por fim, vale destacar que h\u00e1 normas regulamentadoras para quest\u00f5es de sa\u00fade e seguran\u00e7a no trabalho. A falta de adequa\u00e7\u00e3o pode levar a problemas s\u00e9rios com os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, algo muito indesejado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O trabalho \u00e9 cont\u00ednuo<\/strong><br>Campanhas como o Janeiro Branco servem para evidenciar quest\u00f5es que a sociedade como um todo pode estar deixando de lado. Entretanto, elas n\u00e3o devem ser tratadas como um momento \u00fanico para lidar com aquele assunto \u2014 o trabalho deve ser cont\u00ednuo.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto aqui \u00e9 simples: vista a camisa do Janeiro Branco e leve essa importante mensagem para seus funcion\u00e1rios, trazendo benef\u00edcios para eles e para a empresa. Por\u00e9m, n\u00e3o pare por a\u00ed. Insira temas como autocuidado e sa\u00fade mental na cultura da organiza\u00e7\u00e3o, incentivando a mensagem o ano todo.<\/p>\n\n\n\n<p>O suporte ao trabalhador deve estar sempre \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Palestras e treinamentos peri\u00f3dicos para resgatar o assunto tamb\u00e9m devem ter seu espa\u00e7o. Eventos culturais ou de confraterniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o outras iniciativas que precisam ser valorizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais essa ideia \u00e9 assimilada pelas pessoas, menor ser\u00e1 a necessidade de grandes campanhas como o Janeiro Branco. At\u00e9 l\u00e1, \u00e9 crucial que profissionais e organiza\u00e7\u00f5es assumam um papel proativo na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento de doen\u00e7as e transtornos de qualquer tipo. Como voc\u00ea viu aqui no post, todos n\u00f3s s\u00f3 temos a ganhar com isso! (Fonte: Sesi)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As campanhas que associam cores aos meses t\u00eam feito grande sucesso ao engajar pessoas em torno de temas relacionados \u00e0 sa\u00fade e que merecem a nossa aten\u00e7\u00e3o. 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