{"id":4213,"date":"2015-03-30T16:41:15","date_gmt":"2015-03-30T16:41:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=4213"},"modified":"2015-03-30T16:43:31","modified_gmt":"2015-03-30T16:43:31","slug":"menina-siria-se-rende-ao-confundir-camera-fotografica-com-arma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=4213","title":{"rendered":"Menina s\u00edria se rende ao confundir c\u00e2mera fotogr\u00e1fica com arma"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4214\" aria-describedby=\"caption-attachment-4214\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MENINA-S\u00cdRIA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4214 size-large\" src=\"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MENINA-S\u00cdRIA-1024x559.jpg\" alt=\"MENINA-S\u00cdRIA\" width=\"1024\" height=\"559\" srcset=\"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MENINA-S\u00cdRIA-1024x559.jpg 1024w, https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MENINA-S\u00cdRIA-300x164.jpg 300w, https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/MENINA-S\u00cdRIA.jpg 1100w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4214\" class=\"wp-caption-text\">Imagem captada na S\u00edria por um fot\u00f3grafo n\u00e3o identificado e publicada por uma jornalista no \u00faltimo dia 24\/03<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Fotografia de uma menina com as m\u00e3os levantadas est\u00e1 repercutindo nas opini\u00f5es de v\u00e1rios internautas. A imagem retrata uma menina s\u00edria que ao ser enquadra pela lente de um fot\u00f3grafo, confundiu a c\u00e2mera com um rifle. A situa\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, seja expl\u00edcita ou simb\u00f3lica, tem afetado a preocupa\u00e7\u00e3o com o humano. Principalmente quando nos deparamos com situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o gritantes no cotidiano, que tende refletir no comportamento das gera\u00e7\u00f5es futuras&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2078\">Quando ainda menina, lia muito Drummond. Achava um exagero ele dizer que chegaria um tempo de absoluta depura\u00e7\u00e3o, em que \u201c<span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2077\">(\u2026) os olhos n\u00e3o choram.<span class=\"yiv5829802136\">\/<\/span>E as m\u00e3os tecem apenas o rude trabalho.<\/span>\/E o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 seco.<\/span>\u201d Mas hoje eu vi no notici\u00e1rio uma cena muito peculiar, e a verdade do poema me veio \u00e0 alma, imediatamente. Um fot\u00f3grafo, ao tentar retratar a vida das crian\u00e7as s\u00edrias, conseguiu captar n\u00e3o a frieza deste mundo, mas j\u00e1 a sua consequ\u00eancia. Ele enquadra a crian\u00e7a em sua lente e essa levanta os bra\u00e7os, rendida, pensando ser uma arma.<\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2075\" class=\"yiv5829802136MsoNormal\"><span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2074\">Deus! Que mundo \u00e9 este, onde a inoc\u00eancia caminha de m\u00e3os levantadas e a alma do mundo n\u00e3o sangra, e os olhos dos homens n\u00e3o choram, e a dor j\u00e1 n\u00e3o nos pode chocar?\u00a0Que mundo \u00e9 este cujos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos n\u00e3o encontram eco na evolu\u00e7\u00e3o moral dos indiv\u00edduos e onde s\u00f3 o que conta s\u00e3o os cifr\u00f5es?<\/span><\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2069\" class=\"yiv5829802136MsoNormal\"><span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2068\">Um mundo cujo colorido j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 convidativo aos olhos. Onde a beleza \u00e9 preterida. Onde a pureza dos pequeninos ainda \u00e9 roubada e banhada do sangue de seus pares, de seus pais e, n\u00e3o raro, do seu pr\u00f3prio sangue. Um mundo cujas crian\u00e7as j\u00e1 t\u00eam a esperan\u00e7a prematuramente envelhecida pela dor que transborda dos notici\u00e1rios e que n\u00e3o raro floresce ao seu lado. Um mundo em que, a cada dia, o homem teme mais e mais o pr\u00f3prio homem.<\/span><\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2142\" class=\"yiv5829802136MsoNormal\"><span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2141\">Frequentei um curso, h\u00e1 um tempo, e algo me deixou sobremodo perplexa. O instrutor mostrava-nos diversos v\u00eddeos com acidentes causados por ve\u00edculos. Em dada situa\u00e7\u00e3o, um homem fora atropelado por n\u00e3o olhar para a sua direita quando um carro vinha na contra m\u00e3o.\u00a0 Alguns dos colegas, a maioria jovens entre 18 e 25 anos, riram da cena. Noutro atropelamento, a maioria riu. Esbo\u00e7aram alguma como\u00e7\u00e3o, leve, quando uma crian\u00e7a foi atropelada. Mas, pasmem: um cachorro foi atropelado e, nesse momento, houve uma como\u00e7\u00e3o geral: \u201cAh, pobrezinho! Tadinho dele!\u201d. \u00a0<\/span><\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2145\" class=\"yiv5829802136MsoNormal\"><span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2144\">A banaliza\u00e7\u00e3o da dor do outro \u00e9 hoje tamanha que os jovens se identificam mais e se comovem mais com a dor de um animal que com a dor de um homem ou de uma crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2148\" class=\"yiv5829802136MsoNormal\"><span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2147\">A dor do outro \u00e9 estat\u00edstica. \u201cQuanta mortes, mesmo, na S\u00edria? Quantos desabrigados no Acre? Quantas mulheres s\u00e3o agredidas por ano? Quantas crian\u00e7as s\u00e3o estupradas por parentes pr\u00f3ximos?\u201d N\u00e3o! Essa postura desmerece o infinito que somos, desautoriza a angelitude a que estamos destinados, desmente a centelha do Eterno que permeia a alma de cada um de n\u00f3s!<\/span><\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2150\" class=\"yiv5829802136MsoNormal\"><span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2149\">Necessitamos ver o outro como parte desprendida, mas ainda ligada a n\u00f3s por lan\u00e7os infind\u00e1veis de natureza espiritual. Ningu\u00e9m pode ser plenamente feliz enquanto um s\u00f3 de n\u00f3s estiver de bra\u00e7os levantados, rendida crian\u00e7a assustada pelos estrondos da guerra, cativa da dor e da morte. Esfomeada de uma Justi\u00e7a que ela n\u00e3o pode compreender ou dizer, mas, humana que \u00e9, j\u00e1 a pode desejar e de sua falta se ressentir.<\/span><\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2152\" class=\"yiv5829802136MsoNormal\"><span id=\"yui_3_16_0_1_1427641577047_2151\">Que esta crian\u00e7a que hoje vi de m\u00e3os levantadas por confundir a c\u00e2mera com uma arma possa ainda, \u00e9 o que utopicamente desejo, levantar novamente as suas m\u00e3os, mas n\u00e3o por medo. Que ela ainda possa, na pontinha dos p\u00e9s, elevar os seus bra\u00e7os para brincar com as estrelas.<\/span><\/p>\n<p class=\"yiv5829802136MsoNormal\"><a href=\"http:\/\/www.contioutra.com\/sobre-a-menina-siria-que-se-rende-ao-confundir-camera-fotografica-com-uma-arma\/\" target=\"_blank\">Veja a not\u00edcia na fonte.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotografia de uma menina com as m\u00e3os levantadas est\u00e1 repercutindo nas opini\u00f5es de v\u00e1rios internautas. A imagem retrata uma menina s\u00edria que ao ser enquadra pela lente de um fot\u00f3grafo, confundiu a c\u00e2mera com um rifle. A situa\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, seja expl\u00edcita ou simb\u00f3lica, tem afetado a preocupa\u00e7\u00e3o com o humano. Principalmente quando nos deparamos &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4214,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,15],"tags":[],"class_list":["post-4213","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-c34-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4213","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4213"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4213\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4217,"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4213\/revisions\/4217"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}