{"id":3886,"date":"2014-11-04T16:57:53","date_gmt":"2014-11-04T16:57:53","guid":{"rendered":"http:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?page_id=3886"},"modified":"2017-05-24T16:44:08","modified_gmt":"2017-05-24T16:44:08","slug":"2014-11-04-17-01-51","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=3886","title":{"rendered":"Pesquisa indica necessidade de avan\u00e7o nas pol\u00edticas de trabalho da mulher"},"content":{"rendered":"<p><a style=\"color: #3b5998; cursor: pointer; font-family: Helvetica, Arial, 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 19.3199996948242px;\" href=\"http:\/\/portalctb.org.br\/site\/secretarias-da-ctb-nacional\/mulher-trabalhadora\/24006-mesmo-com-mais-responsabilidades-as-mulheres-ainda-ganham-menos.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-3885\" src=\"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres_metalurgicas57516.jpg\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"332\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres_metalurgicas57516.jpg 472w, https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres_metalurgicas57516-300x211.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Por: Marcos Aur\u00e9lio Ruy &#8211; Portal CTB<\/em><\/p>\n<p>A pesquisa \u201cEstat\u00edsticas de G\u00eanero \u2013 Uma An\u00e1lise dos Resultados do Censo Demogr\u00e1fico 2010\u201d, divulgada nesta sexta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas) revela mudan\u00e7as importantes na vida das mulheres entre 2000 e 2010. O n\u00famero de mulheres chefes de fam\u00edlia passou de 37,3% para 38,7%, como tamb\u00e9m houve aumento significativo e do crescimento de mulheres com carteira assinada (em 2000 eram 32,7% e em 2010 passaram para 39,8%).<\/p>\n<p>A taxa de atividade dos homens caiu de 79,7% para 75,7% e entre as mulheres subiu de 50,1% para 54,6%, por\u00e9m, o crescimento da formaliza\u00e7\u00e3o entre as mulheres (de 51,3% para 57,9%) foi inferior ao dos homens (de 50,0% para 59,2%). Em 2010, 30,4% das mulheres de 16 anos ou mais n\u00e3o tinham rendimento, frente a 19,4% dos homens. As mulheres tiveram o maior aumento real do rendimento m\u00e9dio de todas as fontes na compara\u00e7\u00e3o entre 2010 e 2000 (12%), mas a disparidade ainda permanece alta.<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o das mulheres no rendimento familiar ficou em 40,9% em 2010, enquanto para os homens a m\u00e9dia da contribui\u00e7\u00e3o foi 59,1%. Para as mulheres residentes em \u00e1reas rurais, a contribui\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria no rendimento familiar total foi ligeiramente maior (42,4%) em compara\u00e7\u00e3o \u00e0quelas residentes em \u00e1reas urbanas (40,7%). E enquanto no Nordeste o valor chegou a 46,8%, no Centro-Oeste foi o mais baixo entre as regi\u00f5es, de 37,8%, mostra o IBGE.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/saladeimprensa.ibge.gov.br\/noticias?view=noticia&amp;id=1&amp;busca=1&amp;idnoticia=2747\" target=\"_blank\">Saiba mais aqui<\/a><\/p>\n<p>Nota-se tamb\u00e9m o resultado dos in\u00fameros programas sociais promovidos pelo governo federal na \u00faltima d\u00e9cada. O n\u00famero de meninas de 15 a 19 anos com um filho passou de 14,8% e passou para 11,8%. Quase 67% das trabalhadoras urbanas tiveram vaga garantida aos filhos em creches em 2010. J\u00e1 47,3% das trabalhadoras rurais tiveram a mesma condi\u00e7\u00e3o. Havia tamb\u00e9m 30,4% delas sem nenhum rendimento. Na d\u00e9cada pesquisada, as mulheres tiveram um aumento de 12,8% na renda m\u00e9dia mensal, contra 3,6% dos homens. Por\u00e9m a disparidade salarial ainda permanece. Os homens tiveram rendimento m\u00e9dio de R$ 1.587, enquanto as mulheres receberam R$ 1.074, no mesmo ano, uma diferen\u00e7a de 32,3%.<\/p>\n<p><strong>Explora\u00e7\u00e3o sexual<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE apresenta dados reveladores para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam a igualdade de g\u00eanero. Nesta semana a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) da Explora\u00e7\u00e3o Sexual de Crian\u00e7as e Adolescentes apresentou na C\u00e2mara dos Deputados dez propostas para a melhoria do combate \u00e0s viol\u00eancias contra meninas e meninos. Entre elas, o Projeto de Lei (PL) 8.043\/2014, que tipifica o estupro de vulner\u00e1vel mesmo que possa ter havido consentimento da v\u00edtima e independentemente se a crian\u00e7a j\u00e1 manteve rela\u00e7\u00f5es sexuais anteriormente e o PL 8042\/2014 que disponibiliza o combate \u00e0 explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes em contratos p\u00fablicos de grandes obras. Agora est\u00e1 nas m\u00e3os dos parlamentares cuidarem do bem-estar de nossa inf\u00e2ncia e juventude.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/portalctb.org.br\/site\/noticias-editorias\/brasil\/23931-brasil-mostra-como-combate-a-viol%C3%AAncia-contra-as-mulheres.html\" target=\"_blank\">Brasil mostra como combate a viol\u00eancia contra as mulheres<\/a><\/p>\n<p><strong>Viver sem viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Precisamos produzir riqueza e distribuir renda, continuar valorizando o sal\u00e1rio m\u00ednimo, o trabalho e permanecer investindo nas pol\u00edticas sociais, pois afetam diretamente \u2014 e incidem mais sobre \u2014 as mulheres, como j\u00e1 apontamos na Carta \u00e0s Mulheres Brasileiras. S\u00f3 assim diminuiremos o fosso que h\u00e1 entre os ricos e pobres e construiremos uma na\u00e7\u00e3o socialmente justa, democr\u00e1tica e soberana&#8221;, diz o documento. E\u00a0complmenta que &#8220;precisamos continuar avan\u00e7ando no combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres, cujos n\u00fameros brasileiros s\u00e3o ainda alarmantes. O Programa Mulher: Viver Sem Viol\u00eancia \u00e9 um importante instrumento, e precisa ser implementado em todo o Brasil. A Lei Maria da Penha precisa ser uma realidade, ganhar concretude e ser pactuada pelos tr\u00eas Poderes, nas tr\u00eas esferas, Federal, Estadual e Municipal. Tamb\u00e9m precisamos avan\u00e7ar no que diz respeito aos direitos sexuais e direitos reprodutivos, sobretudo no que tange \u00e0 quest\u00e3o do aborto. Infelizmente, hoje sequer nos permissivos legais as brasileiras t\u00eam seu direito de escolha respeitado. Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com um SUS forte, 100% p\u00fablico, laico e gratuito&#8221;, diz a Carta \u00e0s Mulheres Brasileiras a Uni\u00e3o Brasileira das Mulheres deste ano.<\/p>\n<p><strong>Fonte: <a href=\"http:\/\/portalctb.org.br\/site\/secretarias-da-ctb-nacional\/mulher-trabalhadora\/24006-mesmo-com-mais-responsabilidades-as-mulheres-ainda-ganham-menos.html\" target=\"_blank\">Portal CTB.<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Marcos Aur\u00e9lio Ruy &#8211; Portal CTB A pesquisa \u201cEstat\u00edsticas de G\u00eanero \u2013 Uma An\u00e1lise dos Resultados do Censo Demogr\u00e1fico 2010\u201d, divulgada nesta sexta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas) revela mudan\u00e7as importantes na vida das mulheres entre 2000 e 2010. 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