{"id":3656,"date":"2014-01-06T12:54:45","date_gmt":"2014-01-06T12:54:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?page_id=3656"},"modified":"2014-01-06T12:54:45","modified_gmt":"2014-01-06T12:54:45","slug":"so-8-dos-municipios-arrecadam-mais-do-que-gastam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=3656","title":{"rendered":"S\u00f3 8% dos munic\u00edpios arrecadam mais do que gastam"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-3655\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_Eww5OWMG5F8\/TAmBkobHSoI\/AAAAAAAAAHQ\/0gb9PjEwCuQ\/s1600\/municipios+brasil.jpg\" border=\"0\" width=\"330\" height=\"330\" style=\"float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;\" \/>A grande maioria dos munic\u00edpios brasileiros tem gastos p\u00fablicos maiores do que o que sua economia gera de imposto sobre a produ\u00e7\u00e3o, somando as arrecada\u00e7\u00f5es municipais, estaduais e federais. No total, apenas 417 cidades brasileiras geram mais dinheiro p\u00fablico do que gastos. Elas s\u00e3o as respons\u00e1veis pelo super\u00e1vit usado nos outros 4.875 munic\u00edpios que apresentam gastos maiores que o arrecadado em impostos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; -webkit-font-smoothing: antialiased; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p \/><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\" \/>Os n\u00fameros foram calculados pelo Estad\u00e3o Dados com base na pesquisa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Munic\u00edpios de 2011, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) no fim de dezembro. Eles mostram um retrato revelador de como a produ\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de riqueza \u00e9 extremamente concentrada no Brasil: a arrecada\u00e7\u00e3o total de impostos sobre a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 612 bilh\u00f5es por ano, enquanto os gastos calculados pelo IBGE chegam a R$ 576 bilh\u00f5es. No entanto, apenas 7,8% das 5.292 cidades que constam no levantamento geram mais impostos desse tipo do que gastam. Todo o resto do Brasil \u00e9 deficit\u00e1rio.    <\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; -webkit-font-smoothing: antialiased; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Nessa conta, de acordo com a metodologia do \u00f3rg\u00e3o, n\u00e3o entram apenas os gastos p\u00fablicos das prefeituras, mas todos os gastos das tr\u00eas esferas do Executivo. Al\u00e9m disso, investimentos n\u00e3o contam como gasto p\u00fablico &#8211; s\u00e3o levados em considera\u00e7\u00e3o apenas as despesas de custeio, ou seja, pagamento de aposentados, transfer\u00eancias de renda, sal\u00e1rio de servidores, gastos de manuten\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, entre outros. J\u00e1 os impostos s\u00e3o aqueles que incidem sobre a produ\u00e7\u00e3o, como IPI e ISS, j\u00e1 que o levantamento foi feito com base na l\u00f3gica da oferta.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; -webkit-font-smoothing: antialiased; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">A concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 impressionante: apenas a cidade de S\u00e3o Paulo gerou R$ 62 bilh\u00f5es a mais do que gastou naquele ano &#8211; quase um d\u00e9cimo de toda a arrecada\u00e7\u00e3o com impostos sobre a produ\u00e7\u00e3o em 2011. Esse impacto \u00e9 quase compensado pelo gasto com a m\u00e1quina p\u00fablica em Bras\u00edlia. Como a capital federal concentra boa parte do funcionalismo federal, os gastos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica l\u00e1 superam a arrecada\u00e7\u00e3o com impostos em R$ 59 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; -webkit-font-smoothing: antialiased; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Super\u00e1vit<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; -webkit-font-smoothing: antialiased; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Al\u00e9m de S\u00e3o Paulo e capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre, os munic\u00edpios que mais concentram atividades geradoras de receita s\u00e3o cidades portu\u00e1rias como Santos (SP), Itaja\u00ed (SC) e Paranagu\u00e1 (PR); polos industriais como S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), Betim (MG) e Cama\u00e7ari (BA); e locais com forte economia agr\u00edcola, como Uberl\u00e2ndia (MG) e Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es (BA). Al\u00e9m disso, h\u00e1 cidades de menor porte onde est\u00e3o localizados grandes fontes de recolhimento de impostos, como Confins (MG), sede do aeroporto que serve a capital daquele Estado.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; -webkit-font-smoothing: antialiased; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">\u00c9 poss\u00edvel entender o perfil dos munic\u00edpios deficit\u00e1rios quando se analisa os dados por unidade da federa\u00e7\u00e3o. Com exce\u00e7\u00e3o do Distrito Federal, oito Estados nordestinos est\u00e3o entre os dez com maior defasagem entre arrecada\u00e7\u00e3o e gastos p\u00fablicos. Os outros dois s\u00e3o Par\u00e1 e Rond\u00f4nia. &#8220;A estrutura econ\u00f4mica de munic\u00edpios mais pobres do Norte e do Nordeste \u00e9 muito dependente de gastos p\u00fablicos. Por isso, na nossa metodologia, resolvemos separar essa vari\u00e1vel, que na verdade comp\u00f5e o PIB dos servi\u00e7os&#8221;, explicou a respons\u00e1vel pela pesquisa do IBGE, Sheila Zani.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-3655\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_Eww5OWMG5F8\/TAmBkobHSoI\/AAAAAAAAAHQ\/0gb9PjEwCuQ\/s1600\/municipios+brasil.jpg\" border=\"0\" width=\"330\" height=\"330\" style=\"float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;\" \/>A grande maioria dos munic\u00edpios brasileiros tem gastos p\u00fablicos maiores do que o que sua economia gera de imposto sobre a produ\u00e7\u00e3o, somando as arrecada\u00e7\u00f5es municipais, estaduais e federais. No total, apenas 417 cidades brasileiras geram mais dinheiro p\u00fablico do que gastos. Elas s\u00e3o as respons\u00e1veis pelo super\u00e1vit usado nos outros 4.875 munic\u00edpios que apresentam gastos maiores que o arrecadado em impostos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; line-height: 18.75pt; vertical-align: baseline; -webkit-font-smoothing: antialiased; text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p \/><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\" \/>Os n\u00fameros foram calculados pelo Estad\u00e3o Dados com base na pesquisa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Munic\u00edpios de 2011, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) no fim de dezembro. Eles mostram um retrato revelador de como a produ\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de riqueza \u00e9 extremamente concentrada no Brasil: a arrecada\u00e7\u00e3o total de impostos sobre a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 612 bilh\u00f5es por ano, enquanto os gastos calculados pelo IBGE chegam a R$ 576 bilh\u00f5es. No entanto, apenas 7,8% das 5.292 cidades que constam no levantamento geram mais impostos desse tipo do que gastam. 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