{"id":1714,"date":"2011-07-25T08:55:11","date_gmt":"2011-07-25T08:55:11","guid":{"rendered":"http:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=1714"},"modified":"2011-07-25T08:55:11","modified_gmt":"2011-07-25T08:55:11","slug":"mansoes-sao-construidas-em-areas-do-incra-que-seriam-destinadas-a-familias-carentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=1714","title":{"rendered":"Mans\u00f5es s\u00e3o constru\u00eddas em \u00e1reas do Incra que seriam destinadas a fam\u00edlias carentes"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #333333; font-size: 10pt\"><\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/pics.adoosbrasil.com\/9fd18d5c6029e803b61fdfdfac102436-1-3-bela-mansapoundo-no-condomashynio-encontro-das.jpg\" border=\"0\" hspace=\"10\" width=\"120\" height=\"90\" align=\"left\" \/><\/div>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #333333; font-size: 10pt\">Se voc\u00ea gosta de praia, os caminhos mostrados nas imagens levam ao para\u00edso. Neste peda\u00e7o da Bahia, a \u00e1gua doce e o mar salgado quase se encontram. S\u00e3o quil\u00f4metros de praia deserta e coqueiros. Mas se voc\u00ea a\u00ed de casa prefere f\u00e9rias no campo, existem boas op\u00e7\u00f5es: s\u00edtios com piscina e ampla \u00e1rea de lazer em Mato Grosso.<\/span> <\/p>\n<p><\/span> <!--more--> <\/p>\n<p style=\"line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 12pt\" class=\"MsoNormal\" align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/tvtaquari.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/Gleba_Divisa_1214022011173714_med.jpg\" border=\"0\" hspace=\"10\" vspace=\"10\" width=\"284\" height=\"186\" \/><\/div>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #333333; font-size: 10pt\">O que essas terras t\u00eam em comum, al\u00e9m de serem \u00f3timos lugares para curtir a vida? Tudo foi constru\u00eddo em \u00e1reas destinadas pelo governo a fam\u00edlias pobres. S\u00e3o terrenos para assentamentos, pagos com dinheiro p\u00fablico. <\/p>\n<p>Cumuruxatiba, no sul da Bahia, \u00e9 um distrito do munic\u00edpio de Prado, que fica a 800 quil\u00f4metros de Salvador. Foi l\u00e1 que o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria, o Incra, criou um assentamento h\u00e1 mais de 20 anos. <\/p>\n<p>O primeiro lugar que o rep\u00f3rter Eduardo Faustini visitou era um lote, onde vive o fot\u00f3grafo ingl\u00eas Jamie Granger. Ele \u00e9 filho de um velho astro de Hollywood, Stewart Granger. <\/p>\n<p>A casa fica a poucos passos do mar. Jamie sabe que est\u00e1 em terras destinadas ao assentamento de fam\u00edlias pobres. \u201cEsse assentamento foi feito 25 anos atr\u00e1s. Se voc\u00ea fizer uma verifica\u00e7\u00e3o, a grande maioria das pessoas que foi assentada j\u00e1 vendeu. O Brasil precisa de lugares como esse para pessoas que trabalham duro o ano inteiro, em S\u00e3o Paulo, no Rio, para vir aqui jogar um golfe.\u201d, diz. <\/p>\n<p>Para receber um lote em um assentamento \u00e9 preciso cumprir v\u00e1rios requisitos previstos em lei, entre eles ganhar at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos. Estrangeiros n\u00e3o podem ser beneficiados pelo Incra. Mas como o ingl\u00eas est\u00e1 nessas terras? Ele diz que comprou de um advogado brasileiro. <\/p>\n<p>\u201cEle falou que essa \u00e9 uma \u00e1rea rural que era do Incra, mas que isso n\u00e3o existe mais. <\/p>\n<p>A venda de lotes do Incra \u00e9 proibida. Mesmo assim, em apenas tr\u00eas dias na cidade, a equipe de reportagem do Fant\u00e1stico descobriu v\u00e1rios \u00e0 venda. <\/p>\n<p>Seu Olavo estava disposto a negociar. <\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: 20 hectares ? <br \/>Olavo: 21 hectares. Eu estava pedindo, h\u00e1 um tempo, 350 conto. Tinha at\u00e9 vendido. Quase vendido. N\u00e3o vendeu porque&#8230; <br \/>Rep\u00f3rter: 350 mil? <br \/>Olavo: Sim. <\/p>\n<p>Olavo revela que para fechar neg\u00f3cio \u00e9 preciso dar dinheiro para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Prado. \u201cEu mesmo, pelo menos eu vendendo, eu n\u00e3o deixo de dar ao sindicato alguma coisa, n\u00e3o. Eu n\u00e3o deixo n\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>A equipe encontrou com Jos\u00e9 Augusto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ele confirma que o lote de seu Olavo \u00e9 mesmo do Incra. \u201cAqui tem um grande problema. Essas terras s\u00e3o da reforma. \u00c9 terra de reforma agr\u00e1ria\u201d, admite. <\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: Eu gasto alguma coisa do sindicato para ter isso? <br \/>Jos\u00e9 Augusto: Depois, se voc\u00ea puder, n\u00e3o \u00e9 para mim. \u00c9 uma ajuda para o sindicato. <br \/>Sobre a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o, ele diz que conta com a lerdeza dos \u00f3rg\u00e3os oficiais. \u201cPorque \u00e9 aquele neg\u00f3cio: para o Incra tirar algu\u00e9m de uma terra, leva tempo\u201d, revela. <\/p>\n<p>A equipe do Fant\u00e1stico tentou localizar algu\u00e9m no s\u00edtio, que segundo documento do Incra, \u00e9 posse da ex-modelo internacional Marina Schiano. <\/p>\n<p>O cadeado que tranca o port\u00e3o de outro s\u00edtio \u00e9 para garantir que ningu\u00e9m vai mexer em nada que pertence ao empres\u00e1rio Carlos Alberto Pereira dos Santos, conhecido como Carlinhos de Vit\u00f3ria. O empres\u00e1rio tem at\u00e9 acesso \u00e0 praia particular. <\/p>\n<p>\u201cEle s\u00f3 vem a\u00ed nos feriados dele. Ele n\u00e3o fica a\u00ed, n\u00e3o. Quem fica a\u00ed \u00e9 o caseiro dele\u201d, diz um morador. <\/p>\n<p>O Fant\u00e1stico tentou localizar Carlos Alberto por telefone, mas ele n\u00e3o respondeu aos recados. <\/p>\n<p>Um local onde o mangue quase encontra o mar tem paisagem deslumbrante. <\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: Quem \u00e9 o propriet\u00e1rio? <br \/>Morador: Lucas Lessa. <br \/>Rep\u00f3rter: Ele n\u00e3o fica aqui, n\u00e3o? <br \/>Morador: Vem, fica aqui um pouco, a\u00ed volta para Porto Seguro. <\/p>\n<p>Lucas Lessa \u00e9 advogado e tamb\u00e9m n\u00e3o foi encontrado. <\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: E aqui tudo \u00e9 \u00e1rea de assentamento, n\u00e3o \u00e9? <br \/>Morador: Assentamento. <\/p>\n<p>\u201cAqui que chega o empres\u00e1rio, cheio de dinheiro, em uma regi\u00e3o toda loteada pelo Incra, com muito dinheiro, R$ 100 mil, R$ 500 mil, R$ 1 milh\u00e3o, compra o pobre assentado e o desloca para periferia do projeto. Toda essa regi\u00e3o est\u00e1 sendo objeto da cobi\u00e7a e da compra com a coniv\u00eancia estranha do Incra. Porque o Incra sabe disso, sabe que esse pessoal n\u00e3o tem perfil de reforma agr\u00e1ria, e est\u00e1 permitindo porque est\u00e1 havendo algu\u00e9m levando vantagem com isso\u201d, afirma. <\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos grandes empres\u00e1rios a\u00ed dentro com lotes, at\u00e9 forma\u00e7\u00e3o de fazenda, 12 lotes cont\u00ednuos. Tudo com nome de testas de ferro, irm\u00e3os, todos eles cadastrados\u201d, explica o \u00c9zio Nonato Assoc. Comunit\u00e1ria. <\/p>\n<p>Dona Teresa Camilo Dos Santos, trabalhadora rural, aguarda por um lote h\u00e1 muito tempo. \u201cO Incra me cadastrou. Eu estou h\u00e1 22 anos aqui\u201d, conta. <\/p>\n<p>Seu Arnoud Quaresma de Freitas \u00e9 um dos poucos assentados dentro da lei encontrados na regi\u00e3o. \u201cPlanto amendoim, milho, melancia, mandioca, laranja, coco, doze vacas de leite. Sobrevivo disso aqui. Ainda vivo feliz de estar nesse pedacinho de terra\u201d, diz. <\/p>\n<p>De acordo com o Incra, foram feitas vistorias nos lotes de Cumuruxatiba em fun\u00e7\u00e3o das den\u00fancias. \u201cN\u00f3s vamos \u00e0 \u00faltima inst\u00e2ncia que \u00e9 a a\u00e7\u00e3o judicial de retomada das terras, como \u00e9 caso da Bahia, com mais de 30 a\u00e7\u00f5es de reintegra\u00e7\u00e3o de posses desses lotes ocupados irregularmente e imoralmente\u201d, afirma Celso Lisboa de Lacerda, presidente do Incra. <\/p>\n<p>Veja o que acontece em uma das cidades mais ricas de Mato Grosso. O munic\u00edpio de Sorriso fica a 180 quil\u00f4metros de Cuiab\u00e1 e tem o melhor \u00edndice de desenvolvimento humano do estado. A cidade cresce e, junto com a riqueza, se multiplicam os s\u00edtios destinados ao lazer. <\/p>\n<p>Seria tudo muito bom e estaria tudo muito bem se n\u00e3o fossem terras de assentamento. E, assim como acontece na Bahia, na regi\u00e3o h\u00e1 muita gente interessada em vender os lotes. <\/p>\n<p>A certeza da impunidade \u00e9 t\u00e3o grande que gera situa\u00e7\u00f5es peculiares como uma placa de \u201cvende-se\u201d em um terreno. O lote com a placa est\u00e1 no nome de Bernardete Bem Manchio. Ela tem uma boa casa na cidade e quer ganhar dinheiro com a terra, que n\u00e3o pode ser vendida. Quanto voc\u00ea ta pedindo? \u201cUns130 mil\u201d. <\/p>\n<p>A equipe encontrou outro assentado interessado em passar o lote adiante. Seu Sena pede R$ 140 mil pela \u00e1rea e diz que est\u00e1 barato. \u201cEu quero dez conto o hectare. Sabe por que eu quero vender? Porque eu quero aproveitar. Sou vi\u00favo e quero mexer com outras coisas\u201d, diz. <\/p>\n<p>Sena revela que tem esquema com algu\u00e9m dentro do Incra para acobertar a venda. Um homem com apelido de Brito. Brito \u00e9 Lionor da Silva Santos, subchefe do Incra regional. N\u00e3o foi poss\u00edvel encontr\u00e1-lo pessoalmente, mas por telefone, quando o rep\u00f3rter disse que queria comprar o lote do Sena, Brito respondeu: \u201cEu vou informar aqui no escrit\u00f3rio. Por telefone n\u00e3o vou informar nada, n\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>\u201cChegar nele e falar: \u2018Brito, vou vender meu lote e passa para o nome dessa pessoa a\u00ed. D\u00e1 uns troquinhos para ele e acabou. Falei, tu vai situar no meu nome? Tem um chorinho, falei quanto que \u00e9? Dois mil\u201d. <\/p>\n<p>Sena sabe que est\u00e1 fazendo a coisa errada. \u201cQuem pega terra do Incra n\u00e3o pode vender. Vendem porque s\u00e3o teimosos. Aqui j\u00e1 venderam 50 lotes\u201d, diz. <\/p>\n<p>No dia seguinte, Sena revela que j\u00e1 \u00e9 a segunda vez que faz este tipo de venda. \u201cEsse \u00e9 o segundo lote que eu tenho. Eu tinha no Ipiranga. Vendi. N\u00e3o tive problema nenhum. S\u00f3 que eu peguei aqui no nome da minha filha porque eu n\u00e3o podia pegar mais. No Incra, voc\u00ea pega uma vez, se voc\u00ea vendeu, voc\u00ea n\u00e3o pega mais\u201d. <\/p>\n<p>Gabriel \u00e9 filho do dono de uma madeireira. O nome dele est\u00e1 na placa de um lote de assentamento. Ele fala sobre a compra da \u00e1rea e menciona Brito. \u201cAt\u00e9 falei com ele: \u2018Brito, o que n\u00f3s temos que fazer mais?\u2019 Ele falou: \u2018Os documento est\u00e3o aqui, tem que s\u00f3 esperar os rapazes irem a\u00ed\u2019. Fui direto l\u00e1\u201d. <\/p>\n<p>\u201cAqui tem a declara\u00e7\u00e3o de desist\u00eancia do Seu Darci\u201d, diz Gabriel. O documento que ele entrega \u00e9 uma carta de desist\u00eancia. Nele o assentado diz que n\u00e3o tem mais condi\u00e7\u00f5es de trabalhar na terra. A \u00e1rea deveria ser destinada a outro agricultor que precisasse trabalhar. Mas acaba indo para o comprador. <\/p>\n<p>Jos\u00e9 Carlos Suzin, o Carl\u00e3o, \u00e9 presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ele conta que o segredo para enganar o Incra \u00e9 colocar um laranja morando na terra para passar pela vistoria. \u201cSe seu funcion\u00e1rio tem perfil agr\u00edcola, n\u00e3o tem bens, n\u00e3o \u00e9 funcion\u00e1rio do estado ou n\u00e3o tem terra no nome, o que pode inviabilizar s\u00e3o esses fatores\u201d, lembra. <\/span><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #333333; font-size: 10pt\">Veja o argumento que o presidente do sindicato usa para justificar o com\u00e9rcio ilegal de lotes. \u201cO Incra tem mania de botar fam\u00edlia de pobre em cima de terra, pobre em cima de terra n\u00e3o produz nada\u201d, argumenta o presidente do sindicato para justificar o com\u00e9rcio ilegal de lotes. <\/p>\n<p>Por denunciar as falcatruas na regi\u00e3o, Din\u00e9ia de Souza Costa, presidente da Associa\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Terra, sofreu amea\u00e7as e teve a casa incendiada. Perdeu tudo, menos a vontade de falar. \u201cA inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que eu desista do assentamento porque eu sou calo no p\u00e9 de muitos aqui, n\u00e3o participo da venda do lote, sou contra a venda do lote e a favor do Incra retomar o lote de quem vendeu e dar para quem est\u00e1 na lista de espera\u201d. <\/p>\n<p>A fam\u00edlia Miller est\u00e1 na lista de espera. Onde moram, a luz n\u00e3o chegou e as crian\u00e7as s\u00f3 estudam enquanto dura a vela. Os lotes usados como s\u00edtio de lazer s\u00e3o uma afronta para quem espera. <\/p>\n<p>\u201cO que pode, pode tudo, tem que ficar assim, sem \u00e1gua gelada, sem energia, pegar \u00e1gua dos vizinhos. Tem muitos que s\u00f3 t\u00eam s\u00edtio para ter \u00e1rea de lazer, futebol, piscina. E n\u00e3o tem um p\u00e9 de mandioca plantada, s\u00f3 para festejar mesmo\u201d, conta Gelci Miller, trabalhadora rural. <\/p>\n<p>\u201cMe sinto triste, eu vejo que minha m\u00e3e quer, luta e n\u00e3o pode. Quero \u00e9 que minha m\u00e3e ganhasse isso daqui. Meu pai&#8230; \u00c9 ruim morar sabendo que pode ser despejado a qualquer hora. Com f\u00e9 em deus n\u00f3s vamos ganhar&#8230;\u201d, lamenta Patricia Miller, 15 anos. <\/p>\n<p>A vergonha que a menina sente quando correm as l\u00e1grimas falta a quem explora o que n\u00e3o \u00e9 seu. Em um telefonema, um dos posseiros, chamado de Neto Bai\u00e3o, pede R$ 500 mil por um lote. <\/p>\n<p>Na terra que ele quer vender, s\u00f3 o vive o caseiro Silas, um homem simples que sabe das coisas. <\/p>\n<p>\u201cBrasil \u00e9 o pa\u00eds de todos, rapaz. Brasil \u00e9 o pa\u00eds de todos. Brasil, quem tem esse tem tudo na m\u00e3o. Agora o cara que anda arrastando a barriga no ch\u00e3o, com a m\u00e3o calejada, n\u00e3o tem vez, rapaz\u201d.\u00a0<\/span><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt\"><font color=\"#000000\">\u00a0<\/font><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #333333; font-size: 10pt\"><font color=\"#999999\">Fonte: Fant\u00e1stico\/Globo<\/font><\/span><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt\"><font color=\"#000000\">\u00a0<\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea gosta de praia, os caminhos mostrados nas imagens levam ao para\u00edso. Neste peda\u00e7o da Bahia, a \u00e1gua doce e o mar salgado quase se encontram. S\u00e3o quil\u00f4metros de praia deserta e coqueiros. 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