{"id":1002,"date":"2010-06-30T00:14:35","date_gmt":"2010-06-30T00:14:35","guid":{"rendered":"http:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=1002"},"modified":"2010-06-30T00:14:35","modified_gmt":"2010-06-30T00:14:35","slug":"pesquisa-reforca-aborto-inseguro-como-questao-de-saude-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinservregional.com.br\/site\/?p=1002","title":{"rendered":"Pesquisa refor\u00e7a aborto inseguro como quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'\"><font size=\"3\"><font color=\"#000000\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/valecomentar.files.wordpress.com\/2009\/10\/aborto2.jpg\" border=\"0\" hspace=\"10\" width=\"100\" height=\"100\" align=\"left\" \/>Pesquisa refor\u00e7a aborto inseguro como quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica<\/font><\/font><\/span><\/strong><strong><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'\"><font size=\"3\" color=\"#000000\">\u00a0<\/font><\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><\/strong><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'\"><font size=\"3\"><font color=\"#000000\">Pesquisa sobre as consequencias da pr\u00e1tica do aborto inseguro na sa\u00fade e vida das mulheres e nos servi\u00e7os de sa\u00fade realizada nos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Para\u00edba, Pernambuco e Rio de Janeiro, servir\u00e1 para inserir o assunto nos debates das assembleias estaduais. A pesquisa revelou que o aborto est\u00e1 entre as principais causas de morte materna no pa\u00eds. Em Salvador (BA) e Petrolina (PE), por exemplo, o aborto inseguro foi a primeira causa de morte entre as mulheres.<\/font><\/font><\/span> <\/p>\n<p> <!--more--> <\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Verdana','sans-serif'\"><font size=\"3\" color=\"#000000\">O Grupo Curumim e a ONG Ipas Brasil apresentaram o resultado da pesquisa nesta segunda-feira (28) em Bras\u00edlia, na palestra \u201cO impacto da ilegalidade do aborto na sa\u00fade das mulheres e nos servi\u00e7os de sa\u00fade em cinco estados brasileiros: subs\u00eddios para o debate pol\u00edtico\u201d. <\/p>\n<p>Segundo a coordenadora do Grupo Curumim, Paula Viana, o objetivo do dossi\u00ea foi qualificar e inserir o debate nas assembleias estaduais, para que as estat\u00edsticas sobre os impactos do aborto sejam debatidas com seriedade e responsabilidade. <\/p>\n<p>Paula enfatizou que, apesar de a lei ser restritiva ao aborto, ela n\u00e3o impede a pr\u00e1tica e, &#8220;ao mesmo tempo encobre muitos estigmas e tabus em torno do problema&#8221;. Ela revelou ainda que, por ser tratado como um crime e pecado, muitos profissionais da sa\u00fade se negam a atender uma mulher em processo de abortamento, o que agrava seu estado de sa\u00fade, causando muitas vezes, sua morte.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, mulheres que tiveram complica\u00e7\u00f5es por aborto est\u00e3o entre as pacientes mais negligenciadas quanto aos cuidados de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade reprodutiva e n\u00e3o s\u00e3o encaminhadas a servi\u00e7os e profissionais capacitados. Mulheres na faixa et\u00e1ria entre 20 e 29 anos s\u00e3o as predominantes nos diagn\u00f3sticos de aborto espont\u00e2neo e aborto por raz\u00f5es m\u00e9dicas<\/p>\n<p>Assunto de sa\u00fade<\/p>\n<p>Ela ressaltou ainda que, embora o Brasil seja um estado laico, ou seja, independente de religi\u00e3o, o debate sobre aborto tem sido abordado muitas vezes pelas igrejas ou pelas bancadas pol\u00edticas religiosas. Por\u00e9m, em sua opini\u00e3o, o problema \u00e9 de sa\u00fade p\u00fablica. &#8220;As igrejas n\u00e3o podem interferir. A igreja n\u00e3o tem nada que se meter em um assunto de sa\u00fade&#8221;, enfatizou. <\/p>\n<p>Nos cinco estados analisados, a interven\u00e7\u00e3o mais utilizada para assistir mulheres que abortaram \u00e9 a Curetagem P\u00f3s-aborto (CPA), procedimento que, al\u00e9m de ser mais caro \u00e9 tamb\u00e9m o que oferece mais riscos de infec\u00e7\u00e3o para as pacientes. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade indica nestes casos o uso da Aspira\u00e7\u00e3o Manual Intra-uterina (AMIU).<\/p>\n<p>Paula disse que \u00e9 importante que as mulheres tenham consci\u00eancia sobre seu direito a ter um tratamento de sa\u00fade digno, com acesso aos recursos mais modernos e tecnol\u00f3gicos que os servi\u00e7os oferecem. &#8220;As mulheres t\u00eam que cobrar dos profissionais, seu direito ao atendimento&#8221;, declarou. E para os profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade ela fez um apelo para que as barreiras do preconceito sejam derrubadas e que a preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade seja prioridade. <\/p>\n<p>Ela adiantou que em agosto ser\u00e1 realizada uma audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados &#8220;para apresentar argumentos reais sobre o impacto do aborto inseguro na sa\u00fade das mulheres&#8221;, e fez um apelo aos legisladores: &#8220;que eles possam legislar em favor dos direitos das mulheres&#8221;. <\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o faz parte de um conjunto de estrat\u00e9gias, articuladas nacionalmente atrav\u00e9s da coaliz\u00e3o Jornadas pelo Aborto Legal e Seguro. Como o aborto \u00e9 considerado ilegal no pa\u00eds, milhares de mulheres buscam o abortamento clandestino, para interromper uma gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o planejada. <\/p>\n<p>Para ter acesso \u00e0 pesquisa, visite: www.grupocurumim.org.br.<\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa refor\u00e7a aborto inseguro como quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica\u00a0 Pesquisa sobre as consequencias da pr\u00e1tica do aborto inseguro na sa\u00fade e vida das mulheres e nos servi\u00e7os de sa\u00fade realizada nos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Para\u00edba, Pernambuco e Rio de Janeiro, servir\u00e1 para inserir o assunto nos debates das assembleias estaduais. 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